segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A VIAJEM

Dia desses, li um livro que comparava a vida, a uma viagem de trem.

Uma comparação extremamente interessante, quando bem interpretada.

Interessante porque nossa vida é como uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, de pequenos acidentes pelos caminhos, de surpresas agradáveis com alguns embarques e de tristezas com desembarques...

Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem encontramos duas pessoas que acreditamos que farão conosco a viagem até o fim: nossos pais, não é verdade!!

Infelizmente, em alguma estação eles desembarcaram, deixando órfãos de seus carinhos, proteção amor e afeto.

Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas interessantes que virão a ser especiais para nós: nossos irmãos, amigos, amores e etc.

Muitas pessoas tomam esse trem a passeio. Outras fazem a viagem experimentando somente tristezas.

E no trem há, também, outras que passam de vagão em vagão, pronto para ajudar quem precisa.

Muitos descem e deixam saudades eternas.

Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus acentos ninguém sequer percebe.

Curioso é considerar que alguns passageiros que não são tão caros acomodam-se em vagões diferentes dos nossos.

Isso nos obriga a fazer essa viagem separados deles. Mas isso não nós impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles.

O difícil é aceitarmos que não podemos sentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando este lugar.

Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques.

Sabemos que esse trem jamais volta.

Façamos essa viagem da melhor forma possível, tentando manter um bom relacionamento com todos, procurando em cada um o que tem de melhor, lembrando sempre que, em algum momento do trajeto poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isso. Nos mesmo fraquejamos algumas vezes. E certamente alguém nos entendera?!

O grande mistério é que não sabemos em qual parada descermos.

E fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei saudades? Sim. Deixar meus filhos viajando sozinho será muito triste. Separar-me dos amigos, do amor da minha vida, será para mim dolorido, mas me agarro na esperança de que algum momento estarei na estação principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinha quando embarcaram. E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para essa bagagem, que não tinham quando embarcaram.

Agora, neste momento, o trem diminui a sua velocidade para que embarquem e desembarquem pessoas.

Minha expectativa aumenta, a medida que o trem vai diminuindo a velocidade... Quem entrará?! Quem sairá?!

Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a representação da morte, mas, também, como o término de uma história, de algo que duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo infermo, deixaram desmoronar. Fico feliz em perceber que certas pessoas como nós tem capacidade de reconstruir para recomeçar. Isso é sinal de garra e de luta e saber viver, e tirar o melhor de todos os passageiros.

Agradeço muito por você fazer parte da minha viagem, e por mais que nossos assentos não estejam lado a lado, com certeza, o vagão será o mesmo!!!

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